RIM apresenta queda de 47% em sua receita nos últimos nove meses

A RIM (Research In Motion) divulgou nesta quinta-feira (20) os resultados do seu terceiro trimestre fiscal de 2012, encerrado no dia primeiro de dezembro, informando que registrou uma leve melhora em seus lucros com o programa de redução de gastos, mas que sua receita apresentou queda de 47% no acumulado dos últimos nove meses.

A receita do terceiro trimestre foi de US$ 2,7 bilhões (R$ 5,58 bilhões), apresentando queda de 5% em comparação ao trimestre anterior fechado em US$ 2,8 bilhões (R$ 5,8 bilhões). Já em comparação com o mesmo período no ano anterior, a queda foi ainda mais significativa, 47% com base na receita de US$ 5,16 bilhões (R$ 10,6 bilhões), e no acumulado de nove meses, ou seja, três trimestres, a receita foi de US$ 8,39 bilhões (R$ 17,3 bilhões). A empresa ainda informou as participações de cada área na composição da renda final: 60% hardware, 36% serviços e 4% software e outros.

O prejuízo com operações da RIM apresentou diminuição no último trimestre fechando com US$ 230 milhões (R$ 475 milhões), redução de custos de mais de cem milhões de dólares em comparação ao segundo trimestre de 2012. Depois de enfrentar um período difícil, a empresa canadense apresentou um leve aumento no seu lucro líquido trimestral de US$ 9 milhões (R$ 18,6 milhões).

Thorsten Heins, atual CEO e presidente da RIM, afirmou durante reunião com acionistas que a empresa entregou 6,9 milhões de unidades de smartphones BlackBerry no mundo e 255 mil tablets Playbook. O executivo ainda afirmou que a companhia possui 79 milhões de usuários BlackBerry ao redor do mundo, apresentando ligeira queda em comparação ao trimestre anterior e crescimento em relação ao terceiro trimestre de 2011.

Além disso, a base de assinantes em países como Estados Unidos, Canadá e Reino Unido apresentou queda durante o período analisado, enquanto os mercados asiáticos permaneceram inalterados. A RIM planeja reverter a situação financeira da empresa focando mais em serviços e softwares e, principalmente, com o lançamento do BlackBerry 10, que está previsto para o dia 30 de janeiro de 2013.

RIM investiga explosão de BlackBerry que queimou menino

A Research in Motion (RIM), fabricante do BlackBerry, está investigando a explosão de um smartphone que causou queimaduras em um menino de 11 anos na Inglaterra. Kian McCreath sofreu queimaduras depois que o Blackberry Curve 9320 que pertencia ao irmão explodiu e incendiou a cama em que ele dormia. As informações são do site do jornal inglês The Guardian.

Os pais do menino afirma que o plástico derretido ficou preso na perna do garoto e ele teve que ser levado às pressas para o hospital. A companhia afirma que precisa investigar o aparelho defeituoso. “A fim de fazer esta investigação, precisamos dos produtos que estavam envolvidos neste incidente sejamdisponibilizado para uma revisão técnica completa. Neste momento, a família não forneceu à RIM a bateria ou o carregador para análise e eles disseram são incapazes de localizar o dispositivo”, afirmou a companhia.

O modelo que explodiu foi lançado com foco no mercado jovem. Em agosto, foi o sexto aparelho mais vendido do Reino Unido, de acordo com um relatório mensal elaborado pela uSwitch sobre a popularidade dos celulares. O aparelho não está mais no ranking.

Essa não é a primeira vez que um celular explosivo assusta os usuários. Em março deste ano, um iPhone 4explodiu a poucos centímetros da cabeça de sua dona, informou o site Mashable. Ela dormia quando o aparelho teve o problema.

Em junho, um Galaxy S III também teria explodido enquanto o usuário dirigia na Irlanda. A Samsung declarou que, após uma investigação inicial, não foi encontrado defeito no aparelho.

Em novembro do ano passado, um iPhone 4 pegou fogo em um voo na Austrália. Uma investigação da Australian Transport Safety Bureau (ATSB), órgão australiano que investiga incidentes relacionados ao transporte no país, apontou que um pequeno parafuso de metal se perdeu no interior do aparelho e perfurou a caixa da bateria do smartphone, causando o incêndio. Segundo a ATSB, o parafuso teria sido mal colocado durante um reparo, que não teria sido feito em uma empresa autorizada pela Apple.